A batalha (e o ódio) é na mídia

           OS JORNAIS, revistas, televisão e mídias brasileiras em geral não fazem outra coisa senão atacar e publicar notícias contra o governo federal. Todo governo é criticável; pode e e deve ser criticado. Mas a crítica sistemática, diária e sem trégua, feita com base em factoides, notícias “pinçadas” e informações convenientemente selecionadas, começa a levantar suspeita.

            De fato, não há um santo dia em que jornais como o Estado de São Paulo, a Folha de S. Paulo e O Globo não despejem suas manchetes e editoriais contra Dilma, Lula e o PT; e não há uma semana sequer em que revistas como a Veja, Istoé e Época não publicam matéria contra (é contra mesmo) o PT, Dilma, Lula… e agora também contra a família de Lula.

            O bombardeio na mídia é tão grande que já nem se ouve mais falar da oposição no Congresso Nacional. A mídia transformou-se no espaço da política e, mais do que isso, acabou por assumir nesse espaço o papel que seria dos partidos de oposição, e o faz sem ter recebido nenhum voto do eleitorado para exercer essa tarefa. Aliás, a mídia é o maior partido de oposição no Brasil neste momento.

          Quem lê os jornais, as revistas e vê o noticiário da televisão brasileira, replicados pelas emissoras de rádio, tem a nítida impressão, ou melhor, a inabalável convicção de que a economia do país está completamente destruída, e a política nacional inteiramente corroída pela corrupção… do PT.

            Francamente, chega a ser cansativo tanta notícia requentada, tanto fato antigo com roupa nova, tanto editorial claramente calunioso, tanta matéria jornalística sem nada de jornalismo, e tanta interpretação negativa sobre o país e o governo! Parece até que a mídia brasileira não faz, ou não quer fazer outra coisa. A obsessão ou a ideia fixa da mídia empresarial é mesmo derrubar o governo, exterminar de vez o Partido dos Trabalhadores e incriminar a esquerda.

         Tudo isso faz parte da “batalha ideológica” inerente à luta de classes. Não há nenhuma novidade nisso. O único problema é que ficou muito enjoativo, muito arriscado e muito suspeito informar-se através da mídia privada no Brasil, que tem claros objetivos político-partidários que a tornam parcial e pouco confiável – só não vê quem não quer. Como a mídia está absurdamente monopolizada no Brasil, pode-se concluir que a plutocracia que detém o monopólio da informação de massa por estas bandas faz o que quer com a cabeça dos brasileiros.

             Uma prova disso foi a Copa do Mundo em 2014. A mídia nativa conseguiu fazer com que muitos patriotas torcessem contra a seleção canarinho que é, como sabemos, uma “paixão nacional”, só porque o sucesso da Copa, e o eventual triunfo do selecionado nacional, seria interpretado como “sucesso do governo”, e justamente às vésperas das eleições presidenciais.

            Então, se a mídia corporativa e empresarial, com esse jornalismo escandalosamente tendencioso, conseguiu fazer com que as massas odiassem até mesmo aquilo que elas amam; se conseguiu fazer com que a idolatrada seleção canarinho fosse mesmo desprezada por muitos, imaginem o que não conseguirá fazer em matéria de ódio no campo da política e das classes sociais!

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